Violência Doméstica

A Lei Maria da Penha (Lei 11.340) foi criada em agosto de 2006 e, desde então, ocorreram mudanças importantes no atendimento. Além de constituir novas formas de reduzir a violência contra a mulher, a lei criou providências mais rápidas para o tratamento. A mudança mais recente se refere à denúncia do agressor, que pode ser feita por qualquer pessoa mesmo que a vítima não apresente queixa.

Num estágio que realizei na Delegacia de Policia de Defesa da Mulher (DDM), em São Bernardo do Campo, percebi que em muitos casos as mulheres têm vergonha, sentimento de culpa e medo quando é agredida e humilhada, sendo motivos para não fazer a queixa. Também ocorre a retirada da queixa devido ao medo de retaliações por parte de seus agressores, por receio de passarem dificuldades financeiras se os maridos forem presos ou se saírem de sua casa. É um contexto em que os homens agem e as mulheres sentem, suprimindo a possibilidade, dessas mulheres, de determinarem seu destino e interesses.

Na situação de violência doméstica, as mulheres maltratadas têm sua saúde prejudicada tanto pelas lesões corporais, quanto por desenvolverem dores crônicas, depressão e baixa auto-estima, razões que muitas vezes as levam ao suicídio. Além disso, esse tipo de agressão não só causa danos físicos e psicológicos para as mulheres, mas também provoca riscos à saúde de seus filhos, em que, a criança ao ver a violência contra sua mãe, poderá sofrer de ansiedade, depressão, e problemas no desenvolvimento psicológico.

O ideal seria que essas mulheres fizessem uma psicoterapia que pudesse ajudá-la a compreender seus sentimentos, de culpa, medo, raiva e a encontrar respostas e escolhas que levem ao seu bem-estar físico e emocional.

“A violência e a força são a ausência do poder.” Chauí

Adelita Fátima de Almeida
Psicóloga Clínica
(11) 9 8289 4459


 
Palavras-Chave: violência doméstica, agressão doméstica.